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Nos três primeiros meses deste ano a venda de e-books nos Estados Unidos cresceu 252%, e movimentou US$ 91 milhões, segundo a Associação Americana de Editoras. Enquanto isso, os livros em capa dura (infantis, juvenis e adultos) tiveram as vendas reduzidas em 35,2%.
Se o livro vai ou não morrer, não dá pra afirmar com certeza. Mas que nunca foi tão abalado, não tem dúvida. Tanto que a Barnes & Nobles, uma das maiores, mais tradicionais e “mais mais” redes de livrarias dos EUA, já está partindo pro varejo – de outros artigos. Na sua hiper-mega-power loja de Manhattan, a empresa já reserva espaço até para cobertores de bebês.
Triste (início de) fim para que há 40 anos domina o mercado americano de livros, com 1.362 lojas mais da metade mega.
Hoje, se não me engano, o governo brasileiro sancionou uma lei obrigando toda escola a ter uma biblioteca. Engraçado, terem que determinar por lei algo que é vital para a educação (como se nem todo hospital precisasse ter farmácia).
Como é muito rigoroso com cultura, e quer ter certeza de que a lei será cumprida, este governo, um dos mais “cultos” da história (hehehe, acho que até o Figueiredo lia mais), determinou que todas as bibliotecas devem estar funcionando em, no máximo – atenção! – 10 anos.
É duro, mas acho que a única forma de garantir a sobrevivência do livro é colocando-o na ilegalidade. Quem sabe, com um doce sabor de contravenção, ele não se torne mais atraente?
Já que muita coisa ilegal virou rotina nesta republiqueta, que tal o inverso? “Ler vai dar cadeia”, é a manchete com que sonho agora... Quem sabe com a companheira Dilma?
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